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terça-feira, 26 de março de 2013

Em Belém a procissão de Ramos percorreu as ruas da Cidade Velha em direção a Catedral Metropolitana


A comunidade católica relembrou, no ultimo domingo, a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém aclamado pela multidão. A ocasião é celebrada com a tradicional Procissão de Ramos, na qual os fiéis erguem folhas de palmeiras para saudar o Salvador. Em Belém, centenas de fiéis se concentraram na Praça do Carmo, na Cidade Velha, e saíram em procissão pelas ruas do centro histórico. Durante o percurso, os fiéis católicos cantaram, louvaram e fizeram uma reflexão sobre a presença de Jesus no coração de cada um. A caminhada terminou na Igreja da Sé, onde uma missa foi celebrada pelo arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira. O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa.
O sol tímido, no início da manhã de ontem, amenizou a sensação de calor para os fiéis, que acordaram cedo para seguir a Procissão de Ramos. Partindo do Carmo, a caminhada em direção à Catedral durou aproximadamente meia hora. Folhas de palmeiras foram colocadas em postes e nas fachadas das casas para decorar o percurso da romaria. Cânticos, louvores e orações animaram a procissão.
O arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, conduziu a procissão, que seguia animada e com os olhares repletos de fé. De acordo com ele, a procissão significava tornar presente o mistério (de Deus) que ela representa. “Jesus é bem-vindo na Jerusalém dos nossos corações. Quando Ele entrou em Jerusalém, foi para celebrar a vida, a paz”, disse.
Antes da procissão, os ramos são abençoados para que depois se tornem espécie de amuletos de proteção que ficarão pendurados nos lares dos fiéis. Dom Taveira destaca que este gesto, na verdade, simboliza um sinal de fé e esperança. “É um sinal de que Jesus é bem-vindo naquela casa, naquele lar”, desfechou. No Domingo de Ramos, a Igreja Católica também celebra o Dia da Juventude. 
Fonte: DOL - Imagens: Portal ORM 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Papa Francisco preside missa de Ramos no Vaticano


 Reunido com os fiéis na Praça São Pedro, Papa Francisco celebrou, na manhã deste domingo, 24, a Missa do Domingo de Ramos. Em sua homilia, o Santo Padre desenvolveu uma reflexão em torno de três palavras em especial: alegria, cruz e jovens. Antes da Missa, houve o rito da Procissão de Ramos, a qual faz memória à entrada triunfante de Jesus em Jerusalém. Logo no início da homilia, Francisco descreveu a multidão, o clima de alegria que se deu a entrada de Jesus em Jerusalém, cenário que se repete neste dia. Ele recordou que a alegria do cristão vem, justamente, desse encontro com Jesus, que está em meio ao ser humano.
“Nunca sejam homens e mulheres tristes; um cristão não pode nunca sê-lo! Não vos deixeis invadir pelo desânimo! A nossa [alegria] não é nasce do fato de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, que está em meio a nós; nasce do saber que com Ele nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis. E há tantos!”.
O Santo Padre destacou também a cruz de Cristo. Ele explicou que Jesus não entrou em Jerusalém para ser exaltado como os reis terrenos, mas para ser flagelado. “Jesus entra em Jerusalém para morrer na cruz (…) Por que a cruz? Porque Jesus toma sobre si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, também o nosso pecado, de todos nós, e o lava com o Seu Sangue, com Sua misericórdia e com o amor de Deus”. Por fim, Papa Francisco mencionou os jovens. O Pontífice disse que estes têm uma parte muito importante na festa da fé, pois trazem alegria. ele também lhes diz para viver a fé com um coração jovem. “Com Cristo o coração não envelhece nunca!”, disse. Ele recordou a cruz peregrina que está circulando em todo o mundo, o que, segundo ele, é uma resposta ao convite de Jesus: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (cf. Mt 28, 19), tema da Jornada Mundial da Juventude deste ano. Ele lembrou ainda que a Jornada está próxima e pediu que todos se preparem bem para que este encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro.

sábado, 23 de março de 2013

Papa Francisco encontra-se pela 1° vez com Bennto XVI


Em encontro histórico para a Igreja e o mundo, papa Francisco e o papa emérito Bento XVI se abraçaram ao se encontrarem neste sábado na residência apostólica de Castel Gandolfo, onde o antecessor do atual pontífice vive desde que renunciou, em 28 de fevereiro, informou o porta-voz do Vaticano, Pe. Frederico Lombardi.
O atual pontífice e Bento XVI rezaram,, conversaram e almoçaram juntos. Pe. Lombardi afirmou que o clima no local foi “como o de uma família”. Quando foram rezar na capela, Bento XVI ofereceu o lugar de honra, diante do altar, a Francisco, que se negou, dizendo: “Somos irmãos, rezaremos juntos”. Os dois então rezaram no mesmo banco, afirmou Lombardi.  Bento XVI foi com uma singela batina branca, e Francisco com outra da mesma cor, mas com a mantelete e a faixa usada pelos pontífices.
O porta voz da Santa Sé, também contou que, após se cumprimentarem no heliporto da residência pontifícia e chegarem à residência papal, Francisco e Bento XVI foram a uma capela para rezar. Após a oração, eles se reuniram a sós na biblioteca privada, onde conversaram por cerca de 45 minutos. Em seguida o pontífice emérito e sumo Pontífice almoçaram juntos. Francisco retornou ao Vaticano de helicóptero que partiu de Castel Gandolfo às 14h42 locais (10h42 de Brasília). Francisco foi ao heliporto acompanhado por Bento XVI.
Esta foi a primeira vez que eles se veem desde que o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, foi eleito papa, em 13 de março, embora já tivessem conversado por telefone em várias ocasiões nos últimos dias. Bento XVI, que se tornou o primeiro papa a renunciar em mais de 600 anos, está temporariamente vivendo na residência nas Colinas Albanas. Ele voltará ao Vaticano após a restauração de um convento, onde ele deve viver pelo restante de sua vida. Pouco antes de sua renúncia, Bento XVI, que tem 85 anos e está com a saúde já abalada, afirmou que se “recolherá em oração” e que viverá o resto dos seus dias “escondido do mundo”.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Pe. Edvaldo discute o projeto Belém em Missão com os Missionários da Paroquia

Na noite do ultimo domingo (17/03) após a Santa Missa das 19hs, na comunidade Sagrado Coração de Jesus, houve a segunda conversa entre o pároco e os missionários da paroquia Divina Misericórdia. O objetivo da reunião era tratar sobre a situação atual do projeto "Belém em Missão" na paroquia, suas necessidades e desafios e assim traçar uma agenda de atividades para o ano de 2013. O projeto "Igreja Belém em Missão" foi lançado em 2011 pela Arquidiocese de Belém, com objetivo de fazer com que a Palavra de Deus seja conhecida, amada e vivenciada por todos, além de ser uma preparação para o XVII Congresso Eucarístico nacional e a comemoração dos 400 anos da fundação da capital paraense, ambos em 2016. 

Na reunião falou-se da importância de uma formação eficaz e continua  para os missionários que vão atuar no projeto, visando a preparação dos mesmos afim de que atendam as perspectivas e metas da arquidiocese de Belém. Em seguida o Pároco convidou a todos para juntos lerem as diretrizes do projeto, e anunciou que a área da paroquia escolhida para receber o trabalho dos missionários será o setor Santa Luzia. O setor Santa Luzia reuni as comunidades Santa Rita de Cássia, São José Operário e comunidade Santa Luzia, que da nome ao setor. 

Para o monsenhor Raimundo Possidônio, coordenador do projeto na Arquidiocese, até 2015, a meta é "evangelizar a cidade e prepará-la para os 400 anos de evangelização de Belém". "Nós vamos fazer isso dando vários passos. Um trabalho capilar de evangelização, que nós chamamos também de porta-a-porta, rua-a-rua, pra levar e transmitir a Boa Nova do evangelho às pessoas e formar comunidades nas regiões onde não existe a presença da Igreja Católica, onde ela é rarefeita", explica. 

Santa Sé apresenta o brasão do Papa Francisco


No dia 18 de março foram apresentados o brasão e o lema do Papa Francisco, para o seu pontificado. O Papa manteve os símbolos que usou enquanto cardeal e arcebispo de Buenos Aires. “No essencial, o Papa Francisco decidiu manter o seu brasão anterior, escolhido desde a sua consagração episcopal e caracterizado por uma linearidade simples”, refere um comunicado da Santa Sé, divulgado pelo Padre Lombardi, em encontro com os jornalistas.
O brasão contém um escudo azul coberto pelos símbolos da dignidade pontifícia (mitra entre chaves de ouro e prata entrecruzadas, unidas por um cordão vermelho), com o monograma com as letras do nome de Jesus em latim (IHS), monograma proposto por São Bernardino de Sena (séc. XV) e adotado por Santo Inácio de Loyola (séc. XVI) como emblema da Companhia de Jesus. Por baixo, no brasão de Papa Francisco, uma estrela e uma flor de nardo, simbolizando, respetivamente, Nossa Senhora e São José (patrono da Igreja, neste caso representado de acordo com a iconografia hispânica).
O lema, “miserando atque eligendo”, evoca uma passagem do Evangelho segundo São Mateus: “olhou-o com misericórdia e escolheu-o”. A expressão é retirada de uma homilia de São Beda o Venerável (séculos VII-VIII), e corresponde a “uma homenagem à misericórdia divina”. Este lema e “programa de vida” evoca um episódio da vida do Papa argentino, que na festa de São Mateus, em 1953, “experimentou, com 17 anos de idade, de um modo muito particular, a presença amorosa de Deus na sua vida”. “A seguir a uma confissão, sentiu o seu coração ser tocado e percebeu a descida da misericórdia de Deus, que com olhar de terno amor o chamava à vida religiosa, no exemplo de Santo Inácio de Loiola”.

Arcebispo de Belém fala sobre o Papa Francisco


Após dois dias de Conclave, Jorge Mario Bergoglio foi eleito por 115 cardeais o novo Papa da Igreja Católica no último dia 13, e se chamará Francisco. Os fiéis do mundo inteiro festejaram a eleição e rezaram para que ele possa fazer um bom papado. 
Em Belém, o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa falou em entrevista coletiva na Cúria Metropolitana, sobre eleição do Papa Francisco. “O fato de ser um Papa latino-americano e que participou de eventos muito importantes como a Conferência de Aparecida, na qual foi coordenador da comissão de Redação de Documentos, nós sabemos que ali ele irá traçar o coração de toda a realidade latino-americana”, explicou o Arcebispo. O nome do cardeal argentino não aparecia entre os mais cotados antes e durante o Conclave. A eleição surpreendeu até o Arcebispo no qual destacou que existe um sinal muito importante de que há uma ação de Deus que guia os cardeais na eleição de um Papa.
Dom Alberto Taveira disse que já teve a oportunidade de estar com Papa Francisco, antes de ser eleito, durante um evento no ano passado. ‘Para nós brasileiros e latino-americanos, a eleição é recebida com felicidade, pois é um homem muito bom. Francisco é uma pessoa muito simples no modo de ser relacionar com o mundo. Em Buenos Aires, na Argentina, ele tem um bom relacionamento com os judeus. Manteve o contato, o diálogo o respeito com todos’, disse. Ainda na coletiva o Arcebispo de Belém destacou três momentos marcantes na eleição do Papa. ‘Primeiro ato de saudar o povo e se dizer Bispo de Roma, porque a igreja nasceu em Roma e lá é o centro do mundo católico, foi muito lindo. “Segundo, pedir oração ao Bento XVI e antes de abençoar pediu a oração do povo a ele mesmo”, revelou.
Fonte: Fundação Nazaré de Comunicação

Dilma Rousseff encontra-se com o Papa Francisco


Depois de se encontrar reservadamente com o Papa Francisco na manhã desta quarta-feira (20) no Vaticano, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o pontífice confirmou sua presença na Jornada Mundial da Juventude, que ocorre em julho no Rio de Janeiro, de acordo com assessoria de imprensa do Palácio do Planalto. Segundo a presidente, que reforçou ter sido a primeira pessoa a ser recebida pelo Papa após a missa inaugural, Francisco também visitará a cidade de Aparecida, onde fica a maior basílica do Brasil, no interior de São Paulo.
A reunião com Papa, que começou às 11h no horário local, 7h, em Brasília, durou cerca de meia hora e foi “bastante interessante”, segundo a presidente. Dilma afirmou que o Papa Francisco espera uma presença grande de jovens na Jornada Mundial porque ele é “o primeiro em várias coisas”. “Ele estava me dizendo que espera uma presença grande dos jovens na medida em que ele é o primeiro Papa em várias coisas. Ele é o primeiro Francisco, o primeiro jesuíta, o primeiro latino-americano, o primeiro argentino, e ele espera a presença massiva de jovens”, afirmou.
A presidente afirmou que o Papa se lembrou de uma conversa que teve com ela em Aparecida, em 2007. “Logo depois da grande participação dele [na Jornada], ele vai a Aparecida e até me lembrou que, em 2007, esteve em Aparecida, me deu inclusive um livro que é a síntese do que eles fizeram em Aparecida em 2007, que foi uma conferência de bispos latino-americanos. Ele me disse assim: você não lê tudo, porque você pode se aborrecer, então, você pegue o índice e pegue os assuntos que te interessarem e vai lendo aos poucos”, disse.
Santa Maria
Segundo Dilma, o Papa disse que o Brasil demonstrou “força e ternura” após a tragédia em Santa Maria, Rio Grande do Sul. “Ele também me deu um conselho e me disse: eu fiquei muito comovido com a questão que ocorreu em Santa Maria e acho que a gente tem na vida que demonstrar força e ternura e, em Santa Maria, o Brasil demonstrou força e ternura.  Eu fiquei muito agradecida também e acho que ele será um Papa muito importante para o momento que nós vivemos”, disse.

Missa inaugural do Pontificado do Papa Francisco

O Papa Francisco apelou nesta terça-feira (19) pela defesa dos pobres, dos idosos, dos mais fracos e do meio ambiente, na homilia da missa solene que marcou o início oficial de seu pontificado. Ele afirmou que a liderança da Igreja e de seus 1,2 bilhão de fiéis deve ser um "serviço humilde", acolhendo a todos, e principalmente aos mais pobres.
No sermão, dirigido aos presentes que lotavam a praça são Pedro no Vaticano e a todos os fieis do mundo que acompanhavam a missa inaugural de seu pontificado pela televisão, internet e radio,  o primeiro Papa latino-americano pediu respeito a todas as criaturas vivas e ao ambiente que nos cerca. "Peço a todos aqueles que ocupam papel de responsabilidade nos meios econômico, politico e social, a todos homens e mulheres de boa vontade, para que cuidem da criação. Do desenho de Deus na Natureza. Cuidem um do outro, do meio ambiente", disse.
O pontífice citou São Francisco de Assis, padroeiro do meio ambiente e inspirador de seu nome papal. O Papa recordou seu "venerado predecessor", Bento XVI, o primeiro pontífice da era moderna que renunciou ao cargo, mencionou também João Paulo II e pediu aos membros da Igreja que se inspirem em São José, o santo do dia 19 de março, "um homem forte, corajosos e trabalhador", mas de "grande ternura".
Ele afirmou que seu ministério, como chefe da Igreja Católica, é "cuidar das pessoas, principalmente dos mais pobres". O pontífice, primeiro jesuíta a exercer o cargo, também apelou aos fiéis e principalmente às pessoas em postos de comando para que não deixem que os "sinais de destruição" dirijam o mundo.
"Vamos lembrar que o ódio, a inveja, a soberba sujam a vida", afirmou o pontífice. "Cuidar, então, significa vigiar nosso sentimento, nosso coração, porque é dali que vem as coisas boas e as más intenções. Aquelas que destroem e aquelas que constroem." Francisco terminou a homilia pedindo a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro, São Paulo e de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o seu ministério.

Anel e pálio
Durante a missa, o pontífice recebeu o anel do pescador e o pálio, -longo manto de lã branca com seis cruzes, que pertenceu a Bento XVI-, símbolos da autoridade papal. Após a santa missa iniciou-se a saudação aos chefes de estado presentes em que membros de delegações de 132 países e líderes religiosos de todo o mundo fizeram fila para cumprimentar o pontífice. A cerimônia demorou cerca de uma hora e meia. Entre os chefes de Estado presentes no Vaticano, estava a presidente brasileira Dilma Rousseff.